- Ei
- É só sede.
- Pode ser
- As vezes é fome?
- As vezes não é nada.
- Porque hoje vácuo?
- Indiferente?
- Silêncio é pra respeitar…
- É…
- Quantos segundos separam o acaso?
- Um acaso de instante.
Eu apenas penso. E nós? Será tarde demais? Não sei. Não sei de nada. Tampouco sei exatamente o que sinto, mas como dizem alguns poetas de bar, não tem explicação.
É química, é física, é irracional, é agir sem pensar e pensar em você o dia inteiro todos os dias. É se sentir como uma criança que escreve o nome do amor na última página do caderno, é como um velho que senta na praça e lembra o passado, é como o desiludido que escreve juras de amor na areia e apenas olha enquanto o mar as leva. Ando confuso, desligado, o tempo passa e nem percebo, pois tempo e espaço só são importantes quando estou ao seu lado.
Então, por que fugir do clímax?
A vida é como uma ampulheta colada no chão, ninguém pode virá-la e voltar no tempo. São 01:30 da manhã e eu estou acordado, apenas esperando que, em um dia qualquer, em que o vento sopre em uma direção diferente seus olhos encontrem os meus novamente e você perceba que sente minha falta enquanto procura por si mesma, e se amar for errado, me entrego ao pecado.
Desisto do controle, desisto da razão, vou me levar pelos impulsos e quem sabe assim viva a vida do jeito que ela deve ser vivida.
(Guilherme M.)
De repente vento forte sopra, penso infinitamente sem parar, a verdade é transparente, tão transparente que suponho que seja calorosa…
Menino_de_casaco: Moça, por acaso não está com frio?
Manina_de_chiquinhas: O que é frio?
Menino_de_casaco: Ah, bem…Você sabe!
Manina_de_chiquinhas: E você…Sabe?
Menino_de_casaco: Claro que sei! E você também sabe.
Manina_de_chiquinhas: Como você sabe que eu sei?
Menino_de_casaco: Todos sabemos o que é frio…
Manina_de_chiquinhas: Pois bem… Repito… Como você sabe que todos sabemos o que é frio?
Menino_de_casaco: …
Manina_de_chiquinhas: Frio… talvez seja a sensação de estar sozinho… (Interrompida.)
Menino_de_casaco: Ou a ausência do calor…E o calor por sua vez, ausência do frio!
Manina_de_chiquinhas: …
Menino_de_casaco: Você está com frio?
Menina_de_chiquinhas: Estou.
Menino_de_casaco: Posso me tornar a ausência do frio, talvez você não se sinta sozinha…
Menina_de_chiquinhas: … (Apenas sorriu.)
Frio? Um arrepio que lhe subia até a nuca, quando ela sentiu o abraço que acabara de receber. Percebera que o frio havia ido, o calor invadia seu coração.
“Calor… Ausência do frio, da solidão.” Penso enquanto caminhava de mãos dadas com o Menino De Casaco.
(Por: R. Leite)

Se toda noite soasse clara como o dia, não haveria trevas…luz… Qual graça teria sem você aqui, Lua minha?
Há dias que você está, há dias que não… E nos que não, quanta solidão.
Samba a dois, samba meu, da lua, nosso samba… Dura a noite, a noite dura toda em um samba. Um samba feito de eu e você.

Lembranças…
como borboletas em um jardim,
Amor sem fim.
Fim terá,
assim que inesperado chegar.
Mas enquanto não “chegá”,
chega mais pra cá.
Fazer valer,
cada pôr do sol por você.
Fazer raiar,
todo dia ensolarado cantar.
Fazer chover,
até conter…
A última,
mais sofrida lágrima,
doce, amarga, ou salgada.
O que vale é não temer.

O que venho questionando é, pleno século XXI, como é que ainda não se mancaram que a paz só vai ser obtida através da própria paz? Como diz Gabriel Pensador, “Eles querem acabar com a violência, mas a paz é contra lei e a lei é contra a paz.” Como são capazes de serem tão ignorantes ao usar a violência para obter a “PAZ”? Mas sabe… Essa questão é muito difícil de lidar… Pois mesmo que se chegássemos a uma conclusão, nada iria mudar.
Não sabia o tema do blog, então vou postar algo alheio, talvez assim ganhemos uma nota com isso (risos). Enfim, resolvi colocar algo que juntei do meu cotidiano (meu e do Gui) em algumas semanas, guardamos para postar umas coisinhas… Eu e Guilherme assumimos daqui em diante terráqueos! Divirtam-se (:






